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Sem alternativas

Examine as imagens:

No século XIX, a fotografia química fixava a imagem pela ação da luz sobre um suporte material, mantendo um vínculo físico com a cena registrada (vestígio), como na imagem da família ao lado dos bebês mortos. No século XXI, imagens geradas por inteligência artificial podem sintetizar rostos e gestos a partir de bancos de dados, produzindo efeito de presença mesmo quando o encontro retratado não ocorreu, como na campanha publicitária que reuniu Elis Regina (falecida em 1982) cantando com sua filha Maria Rita. Comparando as imagens e considerando seu efeito sobre o modo de lidar com a morte, assinale a alternativa que interpreta adequadamente a tensão entre vestígio e presença simulada.
A diferença decisiva é temática: a primeira trata explicitamente da morte, enquanto a segunda representa a vida, ambas funcionando como registro técnico do real.
Na primeira imagem, a presença do cadáver elimina o caráter de vestígio e transforma a foto em símbolo; na segunda, a ausência do cadáver elimina o caráter de simulação e transforma a imagem em prova.
Na primeira imagem, a encenação pela pose depende do encontro físico entre a câmera e os corpos; na segunda, a encenação é fabricada prescindindo desse encontro no instante representado.
A principal evolução é de código estético, com a passagem do estático para o movimento; o estatuto de produção das imagens não interfere na representação da morte.
Na primeira imagem, por ser posada, a cena perde vínculo com o real, atingindo o simbólico; na segunda, por ser gerada por algoritmos, há mais simulação, alçando à objetividade.
Na primeira imagem, feita pela fotografia química, há o pressuposto do contato físico: a câmera precisa ter à sua frente os corpos das sete pessoas fotografadas. Na segunda, por outro lado, a imagem é pura invenção, isto é, não é preciso que o encontro entre a mãe e a filha tenha, de fato, existido, já que a inteligência artificial pode construir visualmente a ideia apresentada.
Refutando as alternativas erradas. Não há registro do real na segunda imagem (A); a presença do cadáver na primeira imagem é, sim, vestígio; e na segunda a simulação não transforma a imagem em prova (B); a evolução se refere mais à parte técnica e filosófica da construção da imagem, e não à estética (D); a pose não elimina o real, e a simulação não produz objetividade (E).
Fuvest 1ª fase | Resolução de questões do vestibular 2027
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