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Sem alternativas
Meu novo quarto Virado para o nascente.
Meu quarto, de novo a cavaleiro da entrada da barra,
[...]
Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir.
Os versos acima, de um poema de Manuel Bandeira, representam o modo lírico pelo qual o poeta
contrasta a frieza de um cenário moderno com sua paixão mais ardente.
se vale de procedimentos retóricos para exaltar uma nova ordem urbana.
lamenta que já não seja sensível às mudanças que a vida lhe impõe.
integra elementos do espaço real na ordem de sua disposição íntima.
confessa sua desistência de participar das experiências de vanguarda.
No poema, o eu lírico descreve seu novo quarto, voltado para o nascente e para a entrada da barra, e afirma que o aeroporto em frente lhe dá, todas as manhãs, “lições de partir”. Há no poema, portanto, o elemento do espaço real (o aeroporto, com seus aviões que decolam) que é transformado em matéria de reflexão íntima. O decolar dos aviões se torna uma lição sobre partir, tema frequente na obra de Bandeira, que remete à passagem do tempo, à despedida e à consciência da morte. Assim, o eu poético não se limita a descrever a paisagem: ele a incorpora ao seu mundo interior, fazendo do dado exterior um espelho de seu estado de espírito. É exatamente isso que a alternativa (D) afirma: integrar elementos do espaço real na ordem de sua disposição íntima.
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