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Dá-se o nome de memórias a um gênero literário em que o autor se aplica em reconstituir variadas recordações e impressões de sua vida, e dá-se o nome de autobiografia a um relato de vida calcado o mais possível na cronologia linear e nos fatos reais que se encadearam e resumem o conjunto de uma vida. Atualmente circulam narrativas identificadas como autoficção, avaliadas de fato como um gênero híbrido, porque o autor
conjuga diretamente os fatos de sua vida com os fatos que compõem a história dramática de uma sociedade dividida.
elimina da memória tudo o que ele não possa autenticar com documentos isentos ou depoimentos de pessoas confiáveis.
combina elementos de sua biografia com a imaginação de fatos que se agregam às suas experiências reais.
resiste a alternar modos diversos de apreensão da realidade, preferindo ordenar os fatos na forma de um diário pessoal.
mistura suas próprias memórias com as memórias de uma outra pessoa, valendo-se, portanto, de dois narradores bem distintos.
Segundo o enunciado, o gênero “memórias” reconstitui recordações e impressões, enquanto a “autobiografia” segue a cronologia e os fatos reais. Em seguida, o mesmo enunciado afirma que a “autoficção” é um gênero híbrido, ou seja, que mistura características de naturezas diferentes. A alternativa (C) explica exatamente essa mescla: o autor parte de sua biografia real (o elemento autobiográfico) e a combina com a imaginação de fatos (o elemento ficcional) a que se agregam as experiências vividas. É daí que vem o próprio nome do gênero: auto (vida do próprio autor) + ficção (invenção).
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