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O índio de Alencar entra em íntima comunhão com o colonizador. No romance O Guarani, Peri é, literal e voluntariamente, escravo de Ceci, a quem venera como sua Iara, “senhora”, e vassalo fidelíssimo de dom Antônio, o pai de Ceci.
O excerto acima é do crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi, em Dialética da Colonização, e diz respeito
ao rigoroso valor etnográfico dos estudos de Alencar sobre os costumes dos nativos.
à convenção romântica aristocrática que se sobrepunha aos valores indígenas.
ao modo pelo qual um romancista do século XIX se valia da estética naturalista.
ao aprendizado que Alencar absorveu em sua convivência com o povo guarani.
às características românticas que os povos da floresta assimilaram dos colonizadores.
No excerto de Dialética da Colonização, Alfredo Bosi destaca como o indígena Peri, protagonista de O Guarani, de José de Alencar, é representado a partir de códigos de conduta tipicamente europeus e medievais. O Romantismo projetou sobre a figura do indígena brasileiro o ideal do cavaleiro medieval revisitado. Para tornar o herói nacional aceitável ao público leitor da época, Alencar subordinou e apagou os traços culturais e sociais e a autonomia dos povos indígenas originais, sobrepondo a eles valores aristocráticos europeus como a servidão voluntária, a vassalagem e o amor cortês.
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